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A vida é algo único e pleno e nada se iguala a ela. É a demonstração máxima da força criadora. Quero abordar um tema muito importante: a esperança de uma vida melhor, a esperança de construirmos um mundo mais igualitário, mais justo, menos violento, onde possamos formar nossas famílias com a tranqüilidade de quem acredita que nossos filhos e netos poderão crescer em um ambiente saudável e feliz.
As crianças são nossa maior esperança de mudar este mundo imperfeito - que a nossa e as gerações anteriores criaram. É a razão para acreditarmos que vale a pena lutarmos contra a apatia e o descaso das pessoas em geral, políticos, empresários, religiosos, trabalhadores, enfim, todos que ficam no discurso vago e não assumem seu papel neste momento importante de transformação.
O desconforto de constatar que fomos muito longe nessa aventura de autodestruição e consumismo não basta para mudar o estado das coisas. Revoltamo-nos quando, na frente da televisão, assistimos os telejornais e presenciamos fome, guerra, violência urbana, corrupção, descaso com a saúde, abandono dos princípios básicos da ética e, principalmente, o desrespeito à vida em geral.
Mas a maior de todas essas violências é destruirmos a nossa última esperança de mudarmos tudo isso: a violência sexual contra a criança, a pedofilia e a mais covarde de todas as violências, a mais vil - o suicídio coletivo do que sobrou de digno e bom em nós.
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